Pontapé neles!

04 Dezembro, 2008

Tem hora que, juro, os humanos são engraçadinhos. Acho que eles não se dão conta deles mesmos, nem do que eles fazem. E, às vezes, eles fazem até bem. Precisam de umas sacudidas e de uns belos empurrões, mas, pelo menos, conseguem caminhar bem nessas horas.

Isso anda acontecendo nesses dias… Aqui, no tal do “país tropical abençoado por Deus”, as chuvas estão castigando uma região que eles chamam de Santa Catarina. O número de mortos e desabrigados vêm assustando e comovendo um povo que não está acostumado a ver esse tipo de situação. Seria mais uma das brincadeiras da natureza se não fosse uma boa sacudida e chamada para a vida real.

Não ache esquisito pensar assim, é que nessa história toda percebi que eles não são tão insensíveis e pouco prestativos quanto eles mesmo acreditam. Basta uma “catástrofe” e se mobilizam aos montes para salvar vidas e ajudarem uns aos outros. Eles, repentinamente, ganham alma e corações. Se doam, abrem mão de privilégios quando enxergam no outro uma realidade que poderia ser a deles, e que não os agrada. Pena que enxergam tão raramente.

Não é a primeira vez que vejo isso aqui. Quando uma tsunami atingiu a costa de vários países, o mundo todo se mobilizou para ajudar na reconstrução e na sobrevivência. Agora, no Brasil, toneladas e toneladas de alimentos estão sendo recolhidos e, de repente, os posto de arrecadação lotaram. Lotaram! Será que esses humanos não se dão conta das coisas das quais eles são capazes? Será que vão ficar sempre esperando a natureza dar uns murros para tomarem uma atitude?

Engraçadinhos, é verdade. Mas acomodados.

Como vim parar aqui

29 Setembro, 2008

Para ninguém ficar tão perdido, vou contar como vim parar neste planeta. Não é nenhuma história emocionante sobre fugas, nem nada assim… É bem mais sem graça.

Resolvi tirar férias do meu mundo e fui em busca de algum lugar para passar uma temporada. Muitos me indicaram alguns planetas conhecidos e movimentados, lugares cheios de turistas onde “o universo se converge” (pelo menos era o que diziam os folhetos). Achei um saco. Eu queria tirar férias justamente porque tanto movimento deixa a gente maluco, e eu precisava de sossêgo.

Lembrei de uma vez ter ouvido comentários sobre planetas isolados, onde as pessoas ainda acreditavam estar sozinhas no universo. Lembrei das risadas e das piadinhas infames sobre isso. Achei que era o que eu procurava. Fui pesquisar sobre os tais planetas e descobri coisas estranhas, todos pareciam extremamente diferentes da nossa realidade e muito complexos. Por que estes seres eram isolados? Por que ninguém revelava tudo para eles?

Hoje eu sei que a graça é essa! Ninguém diz pro macaco do zoológico que existe uma floresta, senão o macaco pode ficar chateado e ninguém mais vai se divertir assistindo ele comer banana. Mas naquela época isso parecia um tremendo mistério. A gente tinha que concordar com um monte de termos, respeitar um monte de leis e o mais divertido: tinha que ficar igual a eles para poder passar as férias lá!

Muita gente não vê graça nenhuma nesse tipo de lugar, mas eu adorei a idéia. Encontrei um planeta bonitinho perdido nos guias. Era mediano, colorido e havia umas histórias engraçadas sobre ele.

Foi assim que escolhi a Terra. Gostei tanto que resolvi ficar um pouco mais por aqui.

Diretamente do Planeta Terra

29 Setembro, 2008

Olá, eu sou um ET, mas você pode me chamar de Cetera. Sei que complica a relação já ir jogando um fato assim de cara, mas é que sem saber disso você não poderia entender nada do resto.

Vivo neste planeta há alguns anos e venho sempre me surpreendendo com os tais terráqueos. São engraçados e complicados. Por essas e outras, achei que seria interessante começar um blog para dividir com os possíveis companheiros perdidos por aí, e com os amigáveis terráqueos que estiverem preparados para isso, as minhas aventuras e impressões sobre o Planeta Terra.

Sinta-se livre para querer erradicar minha raça. Até mais.

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